- Em primeiro lugar, você sabe sobre o que você deve escrever. Fazer uma introdução, e automaticamente um texto, significa que há domínio sobre aquilo que se escreve, ou ao menos uma opinião preliminar. Como em todo o texto, não se deve enrolar ou "encher linguiça" sobre um assunto que você desconheça ou não saiba com profundidade. Qualquer leitor é capaz de identificar esse tipo de problema e a leitura do seu texto pode ser abandonada antes mesmo do fim.
- A introdução deve conter a ideia central de todo o texto que será desenvolvido. Caso trate-se de um trabalho dissertativo, a sua opinião deve estar expressa desde o início, isso fundamentará todos os argumentos apresentados ao longo do texto. É possível realizar tal feito utilizando apenas um parágrafo, introduções não devem ser muito longas ou cansativas.
quinta-feira, 10 de março de 2016
CONSTRUINDO A INTRODUÇÃO
segunda-feira, 7 de março de 2016
METODOLOGIA CIENTÍFICA - Tipos de Pesquisa
Uma pesquisa só existe através do levantamento de dúvidas referentes a algum tema, e as suas respostas buscam meios que levam o pesquisador a algum lugar com o seu trabalho científico. Todas as grandes invenções e acontecimentos do homem foram concluídos sempre pelo pressuposto de uma pergunta, de uma dúvida inerente que gerou análises para se chegar a uma solução.
A metodologia se refere ao caminho escolhido para se chegar ao fim proposto pela pesquisa. É a escolha que o pesquisador realizou para abordar o objeto de estudo.
Para todos os tipos de pesquisa é importante conhecer seus dois tipos, sendo elas a pesquisa qualitativa e a pesquisa quantitativa, que independentemente do tema e a área escolhida pelo pesquisador, possuirá uma das características presentes além do tipo de pesquisa que será apresentada na sequência.
Confira abaixo a definição de pesquisa quantitativa e qualitativa:
Metodologia de Pesquisa Qualitativa: Não se preocupa com relação aos números, mas sim com relação ao aprofundamento e de como ela será compreendida pelas pessoas. Os pesquisadores que utilizam este método procuram explicar o porquê das coisas, explorando o que necessita ser feito sem identificar os valores que se reprimem a prova de dados, porque os dados analisados por este método não estão baseados em números.
Metodologia de Pesquisa Quantitativa: Diferente da pesquisa qualitativa, este método busca por resultados que possam ser quantificados, pelo meio da coleta de dados sem instrumentos formais e estruturados de uma maneira mais organizada e intuitiva.
Confira agora alguns tipos de pesquisa, que podem ser tanto qualitativas como quantitativas:
Pesquisa Acadêmica: Esta é realizada na academia, ou seja, em uma instituição de ensino superior sempre sendo conduzida por pesquisadores que geralmente são os professores universitários ou pesquisadores independentes. Este tipo de pesquisa visa o conhecimento para determinada disciplina que o acadêmico esteja estudando.
Pesquisa Exploratória: Esta pesquisa busca constatar algo em um organismo ou em determinado fenômeno de maneira a se familiar com o fenômeno investigado de modo que o próximo passo da pesquisa possa ser melhor compreendida e com maior precisão.
Pesquisa Experimental: Esta pesquisa envolve qualquer tipo de experimento que auxilie no desenvolvimento da pesquisa.
Pesquisa Laboratorial: Muitas vezes confundida com a pesquisa experimental mesmo que algumas sejam de cunho experimental, porém, muitas vezes as ciências sociais e humanas deixam de lado este tipo de pesquisa por tratar de estudos que envolvem experiências. O que o denomina como laboratorial é o fato de que elas ocorrem em situações controladas. A maioria das pesquisas é realizada em locais fechados (laboratórios) e até mesmo ao ar livre ou em ambientes artificiais. Em todas as pesquisas laboratoriais necessitam de um ambiente possível de ser controlado, estabelecido de forma prévia de acordo com o estudo a ser desenvolvido.
Pesquisa empírica: Realizada em qualquer ambiente, se dá por meio de tentativa e erro. A principal finalidade desta pesquisa é testar hipóteses que tratam de relações de causa e efeito.
Pesquisa de campo: Este tipo de pesquisa vai muito além da observação dos fatos e fenômenos e faz uma coleta do que ocorre na realidade a ser pesquisada. Depois disso, elas são analisadas e seus dados são interpretados com base em uma fundamentação teórica sólida com o desígnio de elucidar o problema pesquisado.
Pesquisa Teórica: Este tipo de pesquisa faz uma análise de determinada teoria, sempre utilizando embasamentos teóricos para explicar a pesquisa que está sendo levantada. Artigos científicos é um exemplo de uma pesquisa teórica.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
ESCOLHENDO TEMA
Como escolher o modelo de artigo científico e o tema ideal para o seu projeto.
Procure escolher um tema em que tenha afinidade, um tema de fácil entendimento tanto para você, quando para o leitor, isso vai lhe proporcionar um resultado mais eficaz tanto na apresentação quando na publicação.
O aluno pode ter acesso a fontes para escolha do seu tema em bibliotecas, internet, livros, revistas, mas lembre-se de referenciar tudo, plágio é crime e leva a reprovação imediata do formando!
Conclua sua pesquisa facilmente relendo seu Artigo, mas não coloque nesta parte nada que já tenha escrito na Introdução, ou no objetivo, isso deve ter proposto somente uma vez e na pagina correta pra isso! Deixe claro na conclusão sua opinião sobre o que foi descrito em todo o artigo, o foi concluído com toda essa pesquisa, o que pode contribuir para melhoria do assunto ou se dessa forma está perfeito, porem tudo deve ser descrito de acordo com o que foi desenvolvido no projeto!
Nosso site tem anos de experiência quanto a pesquisa de monografia, contamos com vários profissionais bem qualificados e prontos para atender suas necessidades, faça um orçamento conosco e verifique nossas ótimas formas de pagamento.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
COMO DESENVOLVER UM ARTIGO CIENTÍFICO
Tanya Torrico
Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior
OBJETIVO
Este manual objetiva apresentar a forma de como se desenvolver um artigo científico. Tende a demonstrar as partes que compõem um artigo e uma explicação sucinta sobre o que caracteriza cada uma dessas partes.
1. CONCEITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
Artigo científico consiste em permitir a divulgação dos resultados dos trabalhos de pesquisa, para conhecimento público, não só no sentido do patenteamento da autoria, como também da manifestação de atitudes críticas, que venham contribuir para o aprofundamento e a compressão inovadora de estudo realizado sobre determinado tema.
O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão. O objetivo fundamental de um artigo é o de ser um meio rápido e sucinto de divulgar e tornar conhecidos, através de sua publicação em periódicos especializados, a dúvida investigada, o referencial teórico utilizado (as teorias que serviam de base para orientar a pesquisa), a metodologia empregada, os resultados alcançados e a
apresentação da análise de uma questão no processo de investigação. Assim, os problemas abordados nos artigos podem ser os mais diversos: questões que historicamente são polemizadas, por problemas teóricos ou práticos novos.
2. ESTRUTURA DO ARTIGO
O artigo possui a seguinte estrutura:
1. Título;
2. Autor(es);
3. Resumo e Abstract;
4. Palavras‐chave;
5. Conteúdo (Introdução, desenvolvimento textual e conclusão);
6. Referências.
3. DEFINIR O OBJETIVO
Todo artigo científico deverá ter um objetivo bem definido e que simplesmente discorre sobre um assunto.
Preferencialmente, o objetivo deve ser exposto como uma pergunta a que se pode responder “sim” ou “não” ou uma afirmativa que vai ser comprovada ou negada. Esta afirmativa é chamada “hipótese nula” ou “hipótese inicial”.
Alguns exemplos:
Determinar se existe correlação entre dois fatores (hipótese nula: existe correlação entre os dois fatores);
Demonstrar que a incidência de acidente x não é conseqüência do tipo de transporte y (hipótese nula: o acidente x não é conseqüência do transporte y);
Provar que é possível detectar a incidência de acidente x pelo tipo de transporte y (hipótese nula: a incidência de acidente x pode ser detectada pelo tipo de transporte y).
Em alguns casos, o objetivo pode ser exposto claramente sem o uso de hipótese nula:
Comparar os resultados entre o processo x e y.
4. TÍTULO e SUBTÍTULO
São portas de entrada do artigo científico; é por onde a leitura começa, assim como o interesse pelo texto. Por isso deve ser estratégico, bem elaborado após o autor já ter uma ideia exata e bem avançada de sua redação final, estando com bastante segurança sobre a abordagem e o direcionamento que deu ao tema.
Deve ser uma composição de originalidade e coerência, que certamente provocará o interesse pela leitura.
Deve ser uma composição de originalidade e coerência, que certamente provocará o interesse pela leitura.
O título do artigo científico deve ser redigido com exatidão, revelando objetivamente o que o restante do texto está trazendo. Apesar da especificidade que deve ter, não deve ser longo a ponto de tornar‐se confuso, utilizando‐se tanto quanto possível de termos simples, numa ordem em que a abordagem temática principal seja facilmente captada. O subtítulo é opcional e deve complementar o título com informações relevantes, necessárias, somente quando for para melhorar a compreensão do tema.
Na composição do título deve‐se evitar ponto, vírgula, ponto de exclamação e aspas ou qualquer outro elemento que interfira no seu significado, exceto o ponto
de interrogação.
Após, o nome(s) do(s) autor(s) de breve currículo, que os qualifique na área de conhecimento do artigo. Quando é mais de um autor, normalmente o primeiro nome é o autor principal, ou 1° autor, sendo sempre citado ou referenciado a frente dos demais.
5. RESUMO e ABSTRACT
Indica brevemente os principais assuntos abordados no artigo científico, constituído de frases concisas e objetivas, deve apresentar a natureza do problema estudado, os objetivos pretendidos, metodologia utilizada, resultados alcançados e conclusões da pesquisa ou estudo realizado, contendo entre 100 e 250 palavras, descritas em parágrafo único,sem a enumeração de tópicos. Deve‐ evitar qualquer tipo de citação bibliográfica. (ABNT.NBR‐ 6028, 2003).
OBS: Quando o artigo científico é publicado, em revistas ou periódicos especializados de grande penetração nos centros científicos, inclui‐se na parte preliminar o abstract e key‐words, que são o resumo e as palavras‐chave traduzido para o idioma inglês.
5.1 PALAVRAS‐CHAVE
São relacionadas de 3 a 6 palavras‐chave que expressem as idéias centrais do texto, podendo ser termos simples e compostos, ou expressões características. A preocupação do autor na escolha dos termos mais apropriados, deve‐se ao fato dos leitores identificarem prontamente o tema principal do artigo lendo o resumo e palavras‐chave. (NBR 6022).
6. INTRODUÇÃO
Informa o leitor sobre o tema sobre o qual o artigo discorre e justifica a realização do estudo, demonstrando sua relevância. Informações obtidas ao longo
do estudo devem ser apresentadas na seção “Resultados”. Na Introdução, inclua apenas informações com as quais o estudo foi iniciado.
A introdução deve criar uma expectativa positiva e o interesse do leitor para a continuação da análise de todo artigo.
A introdução apresenta o assunto e delimita o tema, analisando a problemática que será investigada, definindo conceitos e especificando os termos adotados a fim de esclarecer o assunto.
Segundo Azevedo (2001) a introdução é a parte inicial do trabalho, onde são estabelecidos, a delimitação da pesquisa, o problema de que trata e os objetivos desejados.
De acordo com Gonçalves (2004) na introdução devem constar os objetivos da pesquisa, o problema e as hipóteses de trabalho ou as questões norteadoras (quando for o caso), a justificativa da sua escolha e a metodologia utilizada, com base no referencial teórico pesquisado.
7. DESENVOLVIMENTO
O elemento textual chamado desenvolvimento é a parte principal do artigo científico, caracterizado pelo aprofundamento e análise pormenorizada dos aspectos conceituais mais importantes do assunto. É onde são amplamente debatidas as idéias e teorias que sustentam o tema (fundamentação teórica), apresentados os procedimentos metodológicos e análise dos resultados em pesquisas de campo, relatos de casos, dentre outros.
Quanto mais conhecimento a respeito, tanto mais estruturado e completo será o texto. A organização do conteúdo deve possuir uma ordem sequencial progressiva, em função da lógica inerente a qualquer assunto, que uma vez detectada, determina a ordem a ser adotada. Muitas vezes pode ser utilizada a subdivisão do tema em seções e subseções.
O desenvolvimento ou parte principal do artigo, nas pesquisas de campo, é onde são detalhados itens como: tipo de pesquisa, população e amostragem, instrumentação, técnica para coleta de dados, tratamento estatístico, análise dos resultados, entre outros, podendo ser enriquecido com gráficos, tabelas e figuras.
O título dessa seção, quando for utilizado, não deve estampar a palavra “desenvolvimento” nem “corpo do trabalho”, sendo escolhido um título geral que
englobe todo o tema abordado na seção, e subdividido conforme a necessidade.
8. CONCLUSÃO
Parte final do trabalho, na qual são apresentadas as conclusões alcançadas com a pesquisa, deve guardar proporções de tamanho e conteúdo conforme a magnitude do trabalho apresentado. A conclusão deve limitar‐se a explicar brevemente as idéias que predominaram no texto como um todo, sem muitas polêmicas ou controvérsias, incluindo, no caso das pesquisas de campo, as principais considerações decorrentes da análise dos resultados. O autor pode nessa parte, conforme o tipo e objetivo da pesquisa, incluir no texto algumas recomendações gerais acerca de novos estudos, sensibilizar os leitores sobre fatos importantes, sugerir decisões urgentes ou práticas mais coerentes de pessoas ou grupos, dentre
outras considerações finais.
9. DICAS IMPORTANTES
Uma revisão de literatura, por exemplo, pode ter como objetivo comparar conclusões ou simplesmente expô‐las. Se a revisão busca comprovar a eficácia de um tratamento ou verificar se uma conclusão de outro artigo se aplica em casos diferentes, então a hipótese nula pode ser usada (verificar se o tratamento x é eficaz, verificar se a conclusão x pode ser validada).
10. CONCLUSÃO
Muitos bons artigos trazem a conclusão embutida na discussão, sem uma sessão separada. No entanto, expor a conclusão em uma sessão a parte facilita a pesquisa de cientistas que buscam artigos específicos ou que fazem revisão da literatura sobre o tema. Eles saberão exatamente onde buscá‐la. A conclusão deve ser sucinta e não deve trazer nenhuma informação ou comentário novo, que não tenha sido exposto nas sessões “Resultado” ou “Discussão”. Em poucas frases, a conclusão retoma o objetivo do artigo e informa o que foi alcançado no estudo.
11. DICAS FINAIS
Para uma boa redação, algumas dicas são necessários, dentre elas (AZEVEDO, 2001):
Não apelar pela generalizações (ex.: sabe‐se, grande parte, sempre, nunca);
Não repetir palavras, especialmente verbos e substantivos (use sinônimos);
Não empregar modismos linguísticos (ex.: em nível de, no contexto, a ponto de, grande impacto);
Não apresentar redundâncias (ex.: as pesquisas são a razão de ser do pesquisador);
Não utilizar muitas citações diretas. De preferência às indiretas, interpretando as idéias dos autores pesquisados;
Não empregar notas de rodapé desnecessárias que possam interferir no texto, sobrecarregando‐o;
Não usar gírias, abreviaturas, siglas, nomes comerciais e fórmulas químicas, exceto se extremamente necessário (ex.: Naum, saudações pt);
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica
científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.
ABNT. NBR6023: informação e documentação: elaboração: referências. Rio de
Janeiro, 2002.
ABNT. NBR6024: Informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento. Rio de Janeiro, 2003.
ABNT. NBR6028: resumos. Rio de Janeiro, 2003.
ABNT. NBR10520: informação e documentação: citação em documentos. Rio de
Janeiro, 2002.
ABNT. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
AZEVEDO, Israel Belo. O prazer da produção científica: descubra como é fácil e agradável elaborar trabalhos acadêmicos. 10.ed. São Paulo: Hagnos, 2001.
GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de Artigos Científicos. São Paulo: Editora Avercamp, 2004.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
ARTIGO CIENTÍFICO
Tanya Torrico
Especialista em Didática e Metodologia
O artigo científico é um relato analítico de informações atualizadas sobre
um tema de interesse para determinada especificidade. É o resultado de um
estudo desenvolvido através de uma pesquisa, podendo ser através de um projeto
de Ensino, de Pesquisa ou de Extensão.
Seu objetivo é divulgar os resultados de um estudo realizado procurando
levar ao conhecimento do público interessado, as novas idéias e abordagens.
Ao escrever um artigo é importante utilizar uma linguagem clara, correta, concisa e objetiva.
Devem ser evitados os adjetivos inúteis, rodeios e repetições
desnecessárias. Geralmente é publicado em revistas, jornais ou outros periódicos
especializados e científicos.
Etapas para a redação de Artigos Científicos:
1 Identificação:
Título (deve ser redigido com um número pequeno de palavras e
transcrever de forma adequada o conteúdo do trabalho);
Nome do Autor (res) - (quem executou o projeto e redigiu o artigo);
Instituição (onde foi realizado o trabalho);
Cargo (do autor (res) do artigo);
E-mail (do autor (res) do artigo);
2 Resumo (NBR 6028/90)
É a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. Uma versão
em miniatura do artigo. Deve ser colocado precedendo o texto na língua original.
Visa fornecer elementos capazes de permitir ao leitor a decisão sobre a
possibilidade de continuar a leitura do trabalho ou não. Deve apresentar:
Uma sequência corrente de frases concisas e não de uma enumeração de
tópicos;
A explicitação de tema principal do documento através da primeira frase, escrita de forma bem significativa;
No máximo 250 palavras;
Preferencialmente o uso da 3a
pessoa do singular ou verbo na voz passiva.
O resumo apresenta os pontos relevantes do trabalho onde devem ser
indicados:
A natureza do problema a ser estudado (tema);
A metodologia utilizada
Os resultados mais significativos esperados; ressaltando o
surgimento de fatos novos, descobertas significativas, contradições e
teorias anteriores, relações e efeitos novos verificados;
As principais conclusões (atendendo o objetivo geral e/ou
delimitação do tema). Devem descrever as conseqüências dos
resultados e a forma como estão relacionados os objetivos, recomendações e sugestões;
Os métodos e técnicas devem ser descritos de forma concisa.
Evitar:
Uso de parágrafos;
Frases negativas;
Símbolos que não sejam de uso freqüente;
Fórmulas, equações e diagramas.
3 Palavras-chave:
São palavras que merecem destaque. Elas são retiradas do texto e tem por
objetivo identificar e definir os termos para que o leitor compreenda qual os seus
significados para a pesquisa. Aparece na mesma página do resumo.
4 Introdução:
Sua função é despertar o interesse do leitor sobre o tema. É importante
fornecer informações básicas sobre o tema objeto do estudo. Deve ser equilibrada
em relação as demais parte do trabalho. Elaborada de acordo com os requisitos
da metodologia. Deve:
Especificar o tema;
Esclarecer sobre que enfoque o tema foi desenvolvido;
Mencionar trabalhos anteriores que abordem o tema em questão.
5 Justificativa:
Deve refletir o porque da elaboração do Projeto de Ensino, bem como sua
importância deixando claro quais os objetivos e os motivos de ordem teórica e
prática que justificam o projeto. É preciso contar ao leitor sobre os passos de
execução do projeto. Não deve ser elaborado em tópicos.
6 Revisão da Literatura:
É importante fundamentar as argumentações, usar citações, fazendo um
detalhamento do tema e exemplificando quando for o caso. É a apresentação de
uma análise crítica do texto e das fontes consultadas.
7 Metodologia:
Descrição dos métodos e técnicas sem omitir o que for de real interesse. Nesta parte é importante descrever as etapas de delimitações da população, amostra, qual a técnica utilizada para a coleta dos dados e as limitações do
projeto.
É bom lembrar: o verbo deve estar sempre no passado, pois neste item há
uma descrição do que já ocorreu, do que já foi realizado.
8 Resultados:
Consiste no relato do registro de todas as observações ou
experimentações, sem comentários. Os resultados devem vir acompanhados dos
respectivos valores estatísticos, ou dos dados qualitativos. Deve ser escrito de
forma objetiva, sucinta e clara, apontando sua significância e importância. O
verbo, para a descrição, também deverá estar no passado e a linguagem deverá
ser impessoal.
9 Discussão:
É o confronto dos resultados com a literatura, comparação, avaliação,
interpretação e crítica com os dados coletados no Projeto. Neste sub-capítulo, o
autor poderá emitir teorias justificadas, sem esquecer a autocrítica.
É importante, se possível acrescentar ilustrações (quadros, tabelas, gráficos, fotos etc.) relacionadas diretamente ao assunto desenvolvido.
10 Conclusão:
É a síntese dos principais pontos que serviram de base para a sua
argumentação. É a generalização dos achados e o resumo interpretativo das
observações e experimentações. Deve ser baseada estritamente naquilo que os
achados permitem, embora o autor possa apresentar opiniões de ordem teórica ou
que oportunize novos projetos. Não devem ser acrescentados elementos novos, que não fizeram parte do trabalho. É muito importante sintetizar o artigo em uma
afirmativa final, de forma marcante, exata, firme, convincente, arrematando o que
foi escrito.
11 Referências Bibliográficas:
Conforme a ABNT 6023/2001.
Caso haja alguma dúvida na elaboração pode-se consultar as Normas
Técnicas de Apresentação de Trabalhos da UDESC - www.udesc.br - clique em
pró-reitorias, de extensão, cultura e comunidade, documentos e formulários, manual para elaboração de trabalhos acadêmicos.
12 Anexos:
Servem para complementar a pesquisa. Podem ser: mapas, documentos
originais e fotografias.
Fonte: Normas Técnicas
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
TEORIA PASICANALÍTICA DE FREUD
Acredita que os conflitos fazem parte do desenvolvimento humano, portanto procura descrever as causas dos transtornos mentais. O sistema freudiano trouxe o conceito de inconsciente em uma teoria da sexualidade. Estruturou o aparelho psíquico como um iceberg, onde o submerso – inconsciente – não é voluntariamente controlado.
A consciência do ser humano é descrita por Freud em três níveis:
O consciente: abarca todos os fenômenos que em determinado momento podem ser percebidos de maneira conscientes pelo indivíduo;
O pré-consciente: refere-se aos fenômenos que não estão conscientes em determinado momento, mas podem tornar-se, se o indivíduo desejar se ocupar com eles;
O inconsciente: diz respeito aos fenômenos e conteúdos que não são conscientes e somente sob circunstâncias muito especiais podem tornar-se.
Os sonhos são vistos como expressão simbólica dos conteúdos inconscientes. Muitos desejos, sentimentos e motivações são inconscientes, mas podem influenciar e guiar o comportamento consciente.
O aparelho psíquico, na teoria freudiana, é composto por três níveis estruturais que compõe a personalidade:
Id: O id é a fonte da energia psíquica (libido). O id é formado pelas pulsões - instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes. Ele funciona segundo o princípio do prazer, ou seja, busca sempre o que produz prazer e evita o que é aversivo. O id desconhece juízo, lógica, valores, ética ou moral, é completamente inconsciente.
Ego: O ego desenvolve-se a partir do id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, o ego permite o id levando em conta o mundo externo. É o chamado princípio da realidade. Esse princípio introduz a razão, o planejamento e a espera ao comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas. A principal função do ego é buscar uma harmonização, inicialmente entre os desejos do id e a realidade e, posteriormente, entre os desejos do id e as exigências do superego.
Superego: É a parte moral da mente humana e representa os valores da sociedade. O superego tem três objetivos: (1) inibir (através de punição ou sentimento de culpa) qualquer impulso contrário às regras e ideais; (2) forçar o ego a se comportar de maneira moral (mesmo que irracional) e (3) conduzir o indivíduo à perfeição - em gestos, pensamentos e palavras. O superego forma-se após o ego, durante o esforço da criança de apreender os valores recebidos dos pais e da sociedade. Ele pode funcionar de uma maneira bastante primitiva, punindo o indivíduo não apenas por ações praticadas, mas também por pensamentos.
A função do ego é tentar harmonizar a ação do id, do mundo exterior e do superego Para isso, pode fazer uso dos mecanismos de defesa. Esses conceito foram melhor desenvolvidos pela filha de Freud, Ana. Os principais mecanismos de defesa são:
* Repressão: processo pelo qual se afastam da consciência conflitos e frustrações demasiadamente dolorosos para serem experimentados ou lembrados, reprimindo-os para o inconsciente;
* Formação reativa: consiste em ostentar um procedimento e externar sentimentos opostos aos impulsos verdadeiros, indesejados.
* Projeção: consiste em atribuir a outros as ideias e tendências que o sujeito não pode admitir como suas.
* Regressão: consiste em a pessoa retornar a comportamentos imaturos, característicos de fase de desenvolvimento que a pessoa já passou.
* Fixação: congelamento no desenvolvimento, que é impedido de continuar. Uma parte da libido permanece ligada a um determinado estágio do desenvolvimento e não permite que a criança passe completamente para o próximo estágio. A fixação está relacionada com a regressão, uma vez que a probabilidade de uma regressão a um determinado estádio do desenvolvimento aumenta se a pessoa desenvolveu uma fixação nesse estádio.
* Sublimação: a satisfação de um impulso inaceitável através de um comportamento socialmente aceito.
* Identificação: processo pelo qual um indivíduo assimila um aspecto, uma característica de outro. Uma forma especial de identificação é a identificação com o agressor.
* Deslocamento: processo pelo qual agressões ou outros impulsos indesejáveis, não podendo ser direcionados à(s) pessoa(s) a que se referem, são direcionadas a terceiros.
A teoria psicanalítica defende que o desenvolvimento psicossocial do indivíduo inicia desde os primeiros anos de vida, em fases ou estágios psico-sexuais definidas por regiões do corpo, nos quais surgem necessidades que exigem ser satisfeitas. A maneira como essas necessidades são satisfeitas determina como a criança se relaciona com outras pessoas e quais sentimentos ela tem para consigo mesma. As fases se seguem umas às outras em uma ordem fixa e, apesar de uma fase se desenvolver a partir da anterior, os processos desencadeados em uma fase nunca estão plenamente completos e continuam agindo durante toda a vida da pessoa.
1. Fase oral (do nascimento até aproximadamente um ano de vida)
Nessa fase a criança vivencia prazer e dor através da satisfação ou frustação de pulsões orais, ou seja, pela boca. Essa satisfação se dá independente da satisfação da fome. Para a criança, sugar, mastigar, comer, morder, cuspir etc. têm uma função ligada ao prazer, além de servirem à alimentação. A fase oral se divide em duas fases menores, definidas pelo nascimento dos dentes. Antes, passiva-receptiva; com os primeiros dentes a criança passa a uma fase sádica-ativa através da possibilidade de morder.
2. Fase anal (aproximadamente do primeiro ao terceiro ano de vida)
Nessa fase a satisfação das pulsões se dirige ao ânus, ao controle da tensão intestinal. A criança tem de aprender a controlar sua defecação e, dessa forma, deve aprender a lidar com a frustração do desejo de satisfazer suas necessidades imediatamente.
3. Fase fálica (dos três aos cinco anos de vida)
Essa fase se caracteriza pela importância da presença (ou, nas meninas, da ausência) do falo ou pênis. Prazer e desprazer estão centrados na região genital. As dificuldades dessa fase estão ligadas ao direcionamento da pulsão sexual ao genitor do sexo oposto e aos problemas resultantes. A resolução desse conflito está relacionada ao complexo de Édipo e à identificação com o genitor de mesmo sexo.
O complexo de Édipo é caracterizado por sentimentos de amor e hostilidade, quando ocorre a diferenciação do sujeito em relação aos pais. A criança começa a perceber que os pais pertencem a uma realidade cultural e que não podem dedicar-se apenas a ela porque possuem outros compromissos.
Nessas fases, ao ser confrontada com frustações, a criança é obrigada a desenvolver mecanismos para lidar com tais frustações. A maneira como a criança atravessa essas fases e as reações dos familiares perante suas ações constituem mecanismos que são a base da futura personalidade da pessoa.
4. Período de latência (até a puberdade)
Trata-se de uma fase mais tranqüila, onde as fantasias e os impulsos sexuais são reprimidos, tornando-se secundários, e o desenvolvimento cognitivo e a assimilação de valores e normas sociais se tornam a atividade principal da criança, continuando o desenvolvimento do ego e do superego.
5. Fase genital (durante a adolescência, estendendo-se até a vida adulta)
Nessa última fase as pulsões sexuais, acompanhando a maturação biológica, despertam-se novamente e são dirigidas a uma pessoa do sexo oposto. A escolha do parceiro não se dá independente dos processos de desenvolvimento anteriores, mas é influenciada pela vivência nas fases antecedentes. Além disso, apesar de continuarem agindo durante toda a vida do indivíduo, os conflitos internos típicos das fases anteriores atingem na fase genital uma relativa estabilidade conduzindo a pessoa a uma estrutura do ego que lhe permite enfrentar os desafios da idade adulta.
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